A POTI
No alto da serra escura
Onde o vento às vezes chora
Mora a alma de uma indígena
Muito linda, conta a história!
Desiludida com o “amor”
Coração feito pedaços
Subiu o topo da serra
E se jogou do penhasco!
Para muitos dali
Habitantes do sertão
A alma da linda Poti
Hoje é assombração!
Ao chegares no Cabugi
Sentes um perfume no ar
Dizem a Poti chorando gente
Pedindo para ninguém magoar!
E quando a lua ilumina a Caatinga
Muitos ecos se ouvem ali
Nas noites duras de inverno
Dizem ser o canto da Poti!
Quando a lua está cheia
Há um vulto de branco vagando
Entre as pedras do alto da serra
É a alma da Poti, o Cabugi visitando!
Não é uma alma do mal
Ela protege a mulherada
E castiga homens mentirosos
Que fazem sofrer as namoradas!
Fatuca Silva / 2026

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