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sábado, 31 de outubro de 2026


 

ALAMÔA...

 

 

É uma das lendas mais famosa

Do Nordeste do Brasil

Contada pelo povo de Noronha

Lugar de encantos mil!

 

O mito surgiu

Com antigos prisioneiros

Nos conflitos de nossa história

No Nordeste brasileiro!

 

Dizem que por essa ilha

Em noites totalmente escuras

Surge uma vistosa mulher

Uma bonita figura!

 

Bem alta, de pele branquinha

Tem cabelos bem cumpridos

Que os homens do mar

Viver instantes sofridos!

 

Ela se transforma em caveira

Quando presas ela atrai

É quando elas entram em desespero

E lá do alto das rochas cai!

 

Dizem não ser do mal

É apenas uma entidade sedutora

Que atua lá pelas ilhas

Como do meio ambiente, sua protetora!

 

Dizem que só há um jeito

Do seu feitiço quebrar

É se na hora do aperreio acontecer

Uma tempestade grandiosa por lá!

 

 

Fatuca Silva/ 2026

Folclore na Escola!

 

 

 

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026


 

A FORÇA DO MAL

 

 

Meio homem, meio bicho

Anda pelas matas do sertão

Tem pisadas muito fortes

Que chega a tremer o chão!

 

Nas noites de lua cheia

Ela sai em disparada

Percorre ruas e comunidades

Assombrando adultos e criançada!

 

É ela a personificação

Do próprio diabo

Metade homem,

Metade cavalo!

 

Visita os cemitérios

Velos como o vento

Alguém ela procura

Nesses tristes momentos!

 

Para se proteger desse ser

Pessoas se trancam para rezar

Pois só com o poder da oração

É que faz esse demônio se afastar!

 

Dizem que as pessoas

Ela procura para marcar

Com um enigmático número

E que se tornam destaques no lugar!

 

Segundo a Sagrada Bíblia

666 é o sinal da besta

Marcado às vezes na testa

Ou também na mão direita!

 

Não sei qual o porquê

Dessa marca ela usar

Só sei que nunca quero

A tal besta encontrar!

 

 

 

Fatuca Silva / 2026

Trabalhando o Folclore na escola!

domingo, 18 de outubro de 2026


 

OS MONSTROS NA CAATINGA

 

Lá na bonita Caatinga

Numa noite enluarada

Veio o Papa Figo

Veio o Quimbundo

Apreciar a madrugada!

 

Veio a Cabra Cabriola

E também Bicho Papão

E a curtição correu solta

O que não faltou, foi confusão!

 

E bem já no fim da festa

Chega a Comadre Florzinha

Junto com Cabeça de Cuia

Apreciarem o final da festinha!

 

Foi quando apareceu

A maldita Besta Fera

Mas ao esbarar com a Alamôa

- Disse: fuiiiii

O diabo aqui não impera!

 

E todos os “monstros do mal”

Como cinzas evaporaram

E os “animaizinhos da Caatinga

Nesse instante louvaram!

 

 

Fatuca Silva / 2026

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2026


 

MANI... A lenda da Mandioca!

 

 

Era ela uma indiazinha

Pertencente a tribo Tupi

Muito alegre e falante

Amada por todos ali...

 

Certo dia a pequenina

Adormeceu sem explicação

E nunca mais acordou

Causando a todos comoção...

 

O lugar ficou entristecido

E não tinha como não ficar

Pois a querida indiazinha

A tribo toda fazia encantar...

 

Como é costume indígena

Na oca a Mani, seria enterrada

Sua mãe chorava diariamente

Deixando a terra por lágrimas inundada...

 

Dizem que logo no terreno

Uma linda plantinha brotou

De raiz branquinha e casca dura

E toda tribo se maravilhou...

 

A batizaram de “mandioca”

Em homenagem a Mani

Que é a junção de Mani+oca

A plantinha que estava ali!

 

 

 

 

Fatuca Silva / 2026

Projeto Folclore Brasileiro na Escola

 

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 11 de outubro de 2026


 

CABEÇA DE CUIA... Lendas do meu Nordeste!

 

 

Era ele o Crispim

Um jovem pescador

Extremamente pobre

Tinha uma vida de dissabor!

 

Vivia sim esse jovem

Em margens de rios a pescar

A procura de alimento

Para sua fome saciar!

 

Certa vez chegando em casa

Só uma rala sopinha encontrou

Sem temperos, desgostosa

Mas feita com muito amor!

 

Ficou tomado de raiva

E muito mal ele ficou

Tirou um dos ossos da sopa

E sua mãezinha, ele assassinou!

 

Mas antes de desfalecer

Ela sim o amaldiçoou

Fazendo dele um monstro

Que a toda população assustou!

 

Um monstro de cabeça enorme

Ao seu corpo desproporcional

Condenado a vagar pelos rios

Tornando-se uma coisa do mal!

 

É hoje o “Cabeça de Cuia”

Que em noites de luar

Assustando crianças e adultos

Que no rio Parnaíba por ali vier se banhar!

 

Dizem que para se curar dessa maldição

Sete virgens, terá ele de devorar

Só que essas benditas virgens

Nunca apareceram por lá!

 

 

Fatuca Silva / 2026

Projeto Folclore Brasileiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 10 de outubro de 2026


 

CAIXINHA MÁGICA

 

 

Não sei o que há

Dentro da caixinha

Só sei que ela se mexe

Às vezes anda sozinha...

 

E eu fico de cá

Olhando pra ela

Que pode conter

Nessa caixa tão bela?

 

Que há vida nela

Não posso duvidar

Às vezes ela anda

Pra lá e pra cá...

 

Também ouço vozes

Vindo da caixinha

Só não compreendo

As frases todinhas...

 

São frases curtinhas

Cheias de suspenses

Parece frases mágicas

Vindas de circenses...

 

Não sei de palhaços

Ou de bailarinas

Só que me divirto

Com elas todinhas...

 

Caixinha Mágica

Diga-me agora

Que há dentro de ti

Que ninguém te controla?

 

 

 

Fatuca Silva / 2026

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026


 

A FOGUEIRA...

 

 

Quando olhei a bela fogueira

Com labaredas de montão

Eu agradeci a Deus do Céu, ai

Porque tamanha a emoção?

 

Que festança, que alegria

Ninguém chora lamentação

Alguma tristeza que por ventura

Venha ferir a animação!

 

Hoje ainda em tantas décadas

Ao belo som do Gonzagão

O povo dança e contamina

De alegria todo sertão!

 

Quando os festejos se vão embora

Ficam guardadas recordações

Dessa alegria contagiante, viu

Que irradiou os corações!

 

 

 

Fatuca Silva / 2026

Inspirado na canção “Asa Branca” do saudoso Gonzagão!