DEU VONTADE DE
FILOSOFAR...
Quando a justiça
falha
A desordem aparece
O país vira uma
bagunça
E o povo é que
padece...
Fatuca Silva / 2026
#DeusSalveOBrasil
CADÊ TU, HEXA?
Hexa Campeão, meu
benzinho
Faça assim comigo não
Já rezei, já fiz
promessa
E até agora, só me
veio desilusão...
E eu fico a matutar
Santo Antônio, S.
Pedro. S. João
O “porquê” de tantos
“nãos”?
Esperei 2006, 2010
2014, também...
Chorei em 2018
Em 2022... vibrei
quase veio!
Mas infelizmente
Outra vez decepção...
Oh, meus santinhos
juninos
Faz assim, comigo
não!
Vê se dar uma
forcinha
Traga pra nós essa “taça”
Nem que seja de
carrocinha...
Pra nós fazer aquela
festança
Dançando e gritando
Hexa! Hexa Campeão!
Prometo aos nossos
santinhos
Louvar sim com muitos
“vivas”
Os queridos santinhos
S. Antônio, S. Pedro
e S. João!
Mas infelizmente
Em 2026...
Lamento dizer gente, novamente
Outra decepção!
Fatuca Silva / 2026
Projeto Copa do Mundo
O VELHO ANGICO DA
PRAÇA
Está na praça José da
Penha
Bem no centro da
cidade
O nosso “mais velho
angico”
Em praças por aqui
plantados!
Dizem que foi Maria
Zélia
Uma prefeita do lugar
Que ali plantou essa árvore
Como um “símbolo a
ilustrar”!
Bem ao lado há um
busto
De um dos ilustres
desse lar
O coronel José da
Penha
Nossa história a
exaltar!
O velho angico tem
história
Dia e noite nesse
chão
Já viu inverno, já
viu seca
Resistência é o
nome...
Dessa árvore do
sertão!
Seu tronco rústico e
torto
Cada marca é
documento
Velando o sol forte
do dia
Nem reclama de
sofrimento!
Suas cascas é livro
aberto
Cada risco é um
sofrer
Os seus galhos
retorcidos
Mostra o jeito de
viver!
Hoje já envelhecido
Algo estranho a nos
mostrar
O “morto e o vivo”
abraçados
Com uma lição a nos
dar!
Que onde há boa
partilha
O impossível acontece
Fraco e forte se
revigoram
E vidas ali... não
perecem!
Fatuca Silva / 2026
SE A POSENTAR É....
Perguntei para a
“poesia”, o que é se aposentar,
Baixinho “ela” me
responde assim:
E me deixou a
encantar!
Se aposentar é trocar
o despertador
Pelo canto da
passarada
Sem nenhum pavor...
É fechar o livro de
ponto todo dia
E abrir o livro da
vida
Com mais poesia...
É ter tempo de
escutar
O silêncio da casa
E o neto chamar...
É descobrir que
ensinar não tem fim
Agora a matéria
É “cuidar mais de
mim...”
É guardar o jaleco no
armário
E vestir a liberdade
Sem calendário...
É somar as histórias
que a escola deixou
E dividir café
Bolo e sonho maior...
Se aposentar é olhar
para trás com gratidão
Pelo aluno que virou
Médico, poeta,
cidadão...
É entender que o
quadro-negro apagou
Mas o que “você”
escreveu
Em muitos ficou...
Se aposentar é ponto
de partida
Não é o fim do livro,
é sim, nova avenida
É ter dever de casa,
só com alegria
E dizer todo dia:
- “Ainda sou guia”!
Fatuca Silva / 2026
Chá dos Aposentados –
Sinter rn
O LIVRO É UM
BRINQUEDO
O livro é um
brinquedo
Cabe sim na palma da
mão
Quando a gente abre
ele
Se diverte de montão!
Tem livro que nos
acalma
Tem também que nos
ensina
Tem histórias
inesquecíveis
E de alegria nos contamina!
Tem livro bicho
falante
De menina que vira
fada
De menino bem esperto
Que não tem medo de
nada!
Ele não faz barulho
de buzina
Nem pisca luz
colorida
Mas faz as ideias
acenderem
E mudam a nossa vida!
Pode-se ler debaixo
da árvore
No recreio ou no
portão
Porque o livro é
brinquedo
Que nos educada o
coração!
Cuidado com os livros
Todos nós devemos ter
Se molhar a gente
seca
Se rasgar a gente
cola
Com cuidado e com
afeto!
Porque “ele” faz
crescer!
Então vou lhe contar
um segredo
Os livros não
envelhecem não
Quanto mais o tempo
passa
Eles aumentam a
diversão!
Fatuca Silva / 2026
COMO NASCEM AS
CIDADES...
Das mãos do povo
Nascem as cidades
Muito calor, labuta
dura
É longa a caminhada!
Para se construir
algo grande
Leva tempo, tem
história
Levantar tijolos a
muque
Trabalho persistente,
glória!
O servente amassa o
barro
Pés descalços bem
ligeiro
Se está quente ou se
está frio
Não importa para os
guerreiros!
Sem betoneira, sem
capacetes
Em andaimes de
madeira
Sobe e desce bem
ligeiro
Lá ele o pedreiro!
Almoço marmita fria
Sombras encostadas no
muro
Fim de tarde, corpo
doído
Nada fácil. Trabalho
duro!
Antes não tinha
planta 3D
Muito menos. Os guindastes
Só a régua, prumo,
coragem
Eram sim, seus
estandartes!
São as mãos bem calejadas
Que mapas vão
riscando o chão
Bem antes do preto
asfalto
Vem chegando a
população!
Terra batida, tem
novo visual
Vai nascendo o
calçamento
Ruas, vielas vão
ganhando formas
Com a ajuda do
cimento!
É assim que nascem as
cidades
Que abrigam tanta
gente
Todo lugar tem sua
história
Tem motivos e
sofrimentos!
Fatuca Silva / 2026
Projeto Trabalho e
Resistência
MENINA JANAÍNA
No seu crachá por
aqui
Nunca coube só a
palavra:
“Coordenador”
Você foi ponte sim
Daquelas especiais
Suprindo necessidades
Por aqui,
fundamentais!
Usando da “empatia”
Sentimento quase em
extinção
Coisa que não pode
faltar
Numa boa relação...
Nos 60 anos da escola
“Bodas de Diamantes”
Você foi uns
diamantes
Lapidou equipe,
lapidou gente
Fazendo brilhar nos
nossos corações
O desejo de ver nossa
escola, resplandecente!
Para os nossos
professores
Não existiu apenas o
planejamento
Você procurou manter
na convivência diária
O gostoso conviver
numa equipe harmonicamente!
Não vamos fingir que
está tudo bem.
“Porque não está”
Nossa coordenação
fica vazia
Perde a mão sábia,
nos deixando sem alegria
Os corredores da
escola perde o...
- “Já resolveu
Janaína? ”
E é aí quando vai nos
bater aquela “saudade”... Menina!
Fatuca Silva / 2026
Com carinho a amiga
Janaína Monteiro!
CADA ÉPOCA UMA
HISTÓRIA
Cada ano que passa
Tem histórias
diferentes
Tudo passa se
transforma
E isso vai mudando a
gente!
Acontece com as
pessoas
E nos ambientes
também
Tudo vai se adaptando
Conforme a mudança
vem!
Anos atrás nas
escolas
Sentávamos enfileirados
As carteiras eram em
duplas
Com um amiguinho ao
lado!
Uniformes eram
cobrados
Tínhamos que estar
fardados
Na escola vendia até
bolsinhos
E em blusa de farda
era colocado!
Livros didáticos
nesse ambiente
Quase nunca existiam
Ás vezes só cartilhas
pro primeiro ano
Por lá é que
apareciam!
Os professores eram
sim
Por todos bem
respeitados
E com a penas quadro
negro e giz
Eles davam seus
recados!
E na hora dos
intervalos
Merenda na escola não
tinha
Quem quisesse
merendar
Trazia de casa o
lanchinho!
Só víamos o diretor
Quando éramos
chamados a atenção
E assim todos morriam
de medo
De visitarem a
bendita sala da direção!
Ao comparar a “escola
de hoje”
Com a “escola de
antigamente”
São inúmeras as
diferenças
Que com certeza, vão agradando
a gente!
Fatuca Silva / 2026
Trabalhando os 60
anos da Escola
BODAS DE DIAMANTE
60 anos de portas
abertas
De livros a folhear
Por mãos de
semeadores
A boa semente a
plantar!
Em cada sala um
futuro
Um futuro a colher
Os bons frutos na
educação
Para na vida assim,
florescer!
Que pisaram nesse
chão
Foram tantas gerações
E hoje ganharam com
carinho
No peito as boas
lições!
A escola é o lugar
Uma casa, a raiz
Onde há boa partilha
No aprender a ser
feliz!
Funcionários operaram
Cuidaram sem exaltar
De mãos dadas com a
comunidade
Fazendo a escola viva
a pulsar!
Em cada cantinho hoje
Desse espaço escolar
Há sempre uma bonita
história
De alguém a nos contar!
“Bodas de Diamante”
significa
Seis décadas de união
De um caminhar
preciso
Na história da
educação!
Fatuca Silva /
13/05/2026
Ao Espedito Alves com
carinho!
A FESTA DO AMOR
A noite mais longa
Tem brilho especial
Horas de amor, paz e fé
Onde se afasta todo mal!
É a festa do amor
É a festa da harmonia
Onde todos se confraternizam
Propagando a “alegria”!
Presentes, sorrisos, abraços
E lindas canções
A magia do Natal
Toca sim, os corações!
Há uma chuva de amor
Pingando em cada lugar
Onde o “cheiro de natal”
Presente vai estar por lá!
Na “festa do amor”
É um momento divino
Onde todos se olham...
E de todos os instantes
Com certeza, é o mais lindo!
Fatuca Silva / 2025
ORGULHO POTIGUAR
Luiz da Câmara Cascudo
Do Brasil, maior folclorista
Tem obra premiada sim
Em nossa bela Literatura
Com um dos prêmios mais bonitos...
Prêmio “Machado de Assis”
Na literatura um dos tradicionais
Concebido pela Academia de Letras
Não serão esquecidos jamais!
Com inúmeras habilidades
Foi um dos seres diferenciados
Em várias áreas específicas
Como ´pesquisador, poeta, jornalista
Na história é “ele” hoje eternizado!
Na cultura em geral
Foi sim, um grande pioneiro
Viajou o Brasil e o exterior
Pesquisando e documentando
Manifestações do “povo brasileiro”!
Deixou uma obra volumosa
Em nossa Literatura Potiguar
“Dicionário do Folclore Brasileiro”
Presente em bibliotecas do mundo inteiro
Como autor, seu nome a ilustrar!
Essa importante obra emblemática
Considerada sim, extraordinária
Com lendas e manifestações folclóricas
Em nossas pesquisas atuais
É ela maior referência diária!
Fatuca Silva / 2025
Projeto Ciranda Potiguar
Nesse bairro que tem nome
Nome sim, de “alegria”
Tradições se entrelaçam
Fomentando a harmonia!
Há diversidade de cultos
Onde vemos diferentes
Com modos e costumes
Coexistindo harmonicamente!
Dizem ser filhos de Deus
De oxum, de São José
De N. Senhora das Graças
De Fátima ou de Nazaré!
Há uma mistura perfeita
Num lugar de várias gentes
Onde a diversidade é respeitada
Celebrando suas crenças!
Dizem ser a “boa herança”
Herdada na comunidade
Onde hoje é cultivada
Por gente de todas idades!
Fatuca Silva / 2025
Bom Dia Com Poesia na Escola
CANTO DA PAZ...
Soam canções
Em árvores a bailar
São seres da floresta
Que acabam de chegar...
Borboletas voam
Num bailado lento
Parecem ser carregadas
Por um silencioso vento!
Cada ser é precioso
Em toda criação divina
São “eles” como um tesouro
Onde o “amor” ilumina...
São Francisco nos guia
Com seu canto de paz
Por um mundo de harmonia
Onde o “amor” vibre mais!
Fatuca Silva / 2025
BONITA DE SE VER
Não é flor de cheiro
Mas encanta para valer
Com suas pétalas delicadas
Eita chanana... é bonito de ver!
Quando o sol vem despontando
No horizonte a sorrir
Fica ‘ela’ a brindar
O dia que está por vir!
Encantando os caminhos
Celebra sim, o alvorecer
E chegando ao meio dia
Ela se fecha... me fazendo entristecer!
Te olhando da janela
Fico a me questionar
Quem foi o bom jardineiro
Que te plantou nesse lugar?
Fatuca Silva / 2025
Parafraseando com a canção Flor Chanana, Carlos Zens!