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domingo, 10 de fevereiro de 2013

SAUDADE... SAUDADE! Quem não sente saudades?

Às vezes me bate uma saudade
Que no peito quase não dá pra guardar
Fecho os olhos e revivo cada momento
Deixando essas boas lembranças aflorar!

Saudade da vida no campo
Cheiro de terra molhada, flores a desabrochar
De mãos dadas com minha maninha
Feliz da vida, pelos campos a saltitar!

Curtia as variedades de plantinhas
Típicas da caatinga, minha região
O xiquexique, o cardeiro, pereiro...
Tantas que não dá pra citar todas não!

Elas muitas vezes bem verdinha
Mesmo sem a chuva não cair não
Ornamentam nossa paisagem
Sempre, sempre em prontidão!

Saudades do canto das águas
Pelos rios e açudes a cantarolar
As várzeas cobertinhas com manto verde
Que o encanto nos meus olhos fazia brotar!

Saudade do fogão à lenha
Dos lampiões e lamparinas a iluminar
Aquelas noites com céus estrelados
Ou as bonitas noites de luar!

Onde às vezes só as estridentes cigarras
Com sua orquestra noturna a se apresentar
Quebrava o gostoso silêncio...
Que habitava naquele precioso lugar!

Adoro reviver esses bons momentos
São como calmantes em minha mente
São as ilustrações especiais, mais belas
Que ornamentam meus pensamentos!


Profª Fatuca, 2012.

2 comentários:

  1. Este poema é mais uma homenagem a Fazenda São Joaquim... Onde passei minha infância e adolescência!

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  2. Um belo poema-raiz que aguça nossa infância, sem dúvida alguma: sítio de avós... que maravilha! Hoje, apenas recordações, ainda que boas!
    Bj. Célia.

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