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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

OBSERVANDO A PAISAGEM... Durante uma viagem!


Sol escaldante
Chega a tremer
Árvores inertes
Triste de ver!

Cactos ornamentam
A paisagem sombria
Nenhum passarinho
Pra minha alegria!

Sem água os açudes
Sem brilho a natureza
A nossa caatinga
Perdeu a beleza!

Só ouço o barulho
De carros a passar
Uns pelos outros
Sem se saudar!

E eu cá com meus botões
Matutando meu pensar
O que será de todos nós
Se o inverno não chegar?



Profª Fatuca - 2016

3 comentários:

  1. Fá; nessa sede de verde existe a praia de minha imaginação. Ora, pois-pois... eu quase que nada não sei, continuo a desconfiar de muita coisa, tipo: a paisagem no poema comove-me os olhos a gritar que pertenço a essa natureza de estradas de barro ruivo semeada de pedras ardendo em fogo, onde riacho torna-se caminho e graveto vira tição, nuvens parecem grandes rolos de fumaça e aveloz amarela. Contudo, como Angicano/Fernando-Pedrozense e Sanromano orgulho-me desta terra rachada com gente sã que dispensa esmolas para não morrer de vergonha, posto conhecerem que se o nordestino é antes de tudo um bravo, o sertão é o local onde o pensamento da gente se torna mais forte que o poder dele. E assim, mesmo sendo pobre na terrível miséria da estiagem ainda é belo e lírico, pois sabemos que Deus converte deserto em lago e terra árida em fontes. E este lugar por ser tão meu e seu, ser tão fera e cruel, ser tão apaixonante, é simplesmente SERTÃO.

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  2. Uma dura e triste realidade que precisamos de fé e esperança. Ontem no meu blog postei algo semelhante. passe lá para conhecer meu trabalho, Já lhe sigo aqui, bjs

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  3. Rodrigo Lemos - Natal/RN19 de dezembro de 2016 10:13

    Profª Fatuca, ótima manhã. Utilizo este espaço para lhe revelar que lamentavelmente alimentava certa antipatia pelo dito Eudes mesmo eu sem conhecê-lo pessoalmente, devido o tal ter sido um “Ex” de minha atual companheira e esta nutrir muito carinho a ele até hoje.
    Confesso que me irritava ver as pessoas derramar elogios ao indivíduo, mas que tive que aceitar a verdade quando tive a oportunidade de ser apresentado ao próprio (confesso-lhe que a contragosto) no bar de Sérgio Guilherme, que fica localizado no mercado público. O sujeito não tem nada de soberbo ou petulante, ao invés disso, é de uma humildade que cativa a todos tanto pela diplomacia quanto pelo cavalheirismo.
    Toda a minha insegurança no tocante ao passado dele com minha esposa virou fortaleza ao danado confidenciar que não fugiu da seca e sim, dela, por receio de um dia poder magoá-la, e rasgou-me elogios pela cumplicidade afetiva, dizendo a mim que eu era pra ele um exemplo de como ser leal e fiel, pois de acordo com o mesmo, a minha Senhora-Dona teve sorte no amor comigo, e deste modo deveria agradecer a Deus pelo marido que tinha.
    E é por essa e outras boas maneiras que reconheço nele o ufanismo de ser um Cabra da Peste autêntico, pois tem que ser muito macho para enaltecer outro homem.
    Poetisa Fátima; o Féla da Puta de fato é cortesão com as palavras e atitudes, enfim: é sangue-bom e gente fina. Este SERTANEJO tem pêlo debaixo da língua e não nega. A peço desculpas pelo linguajar, mas, o cara é Foda!!!

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