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domingo, 21 de agosto de 2011

DEVANEIO ... Ninguém vive sem sonhar!

Pus meu sonho numa nave
E a nave na imensidão à vagar
Fastei as estrelas com as mãos
Pro meu sonho no universo mergulhar.

Minhas mãos tornaram-se iluminadas
Pelo brilho das estrelas tocadas
E o brilho que escorria de minhas mãos
Coloria a noite estrelada.

A lua vinha vindo de longe
Meio sem graça e solitária
No céu entre as estrelas ia sumindo
Meu sonho dentro da nave imaginária.

Fiz tudo quanto foi possível
Pra que meu sonho não morresse
E a nave ao aportar no infinito
Com ela meu sonho florecesse.

.
Profª Fatuca, 2011.

3 comentários:

  1. Adoro parafrasear com a minha querida Cecília Meireles!

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  2. Oi, Fatuca...
    Ficou massa!
    Bote a poesia "original" de Cecília pros seus leitores fazerem a "comparança"....rsrsrsrssr...Beijão!

    Canção


    Pus o meu sonho num navio
    e o navio em cima do mar;
    - depois, abri o mar com as mãos,
    para o meu sonho naufragar


    Minhas mãos ainda estão molhadas
    do azul das ondas entreabertas,
    e a cor que escorre de meus dedos
    colore as areias desertas.


    O vento vem vindo de longe,
    a noite se curva de frio;
    debaixo da água vai morrendo
    meu sonho, dentro de um navio...


    Chorarei quanto for preciso,
    para fazer com que o mar cresça,
    e o meu navio chegue ao fundo
    e o meu sonho desapareça.


    Depois, tudo estará perfeito;
    praia lisa, águas ordenadas,
    meus olhos secos como pedras
    e as minhas duas mãos quebradas.

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  3. Adorei Sônia!Esse poema dela é um de meus preferidos, como o próprio título diz é mesmo uma bela "Canção"!

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